The Presets.

Mês passado o The Presets lançou um single novo e com ele um videoclipe belíssimo daqueles que fazem você viciar ainda mais na música sem saber se é pelo som mesmo ou pela evocação visual que ela traz. Trata-se da faixa If I Know You a oitava de Apocalypso.
E eu, que já conhecia a banda por conta dos dance floor hits “My People” e “Yippiyo-ay” mas nunca tinha levado a sério ao ponto de querer ouvir além, acabei caindo de quatro pelos caras. Que música mais linda!
Essa faixa em especial lembra bastante “Depeche Mode”. Mas a banda em geral (ouvindo os dois cds inteiros) está mais ligada ao Pet Shop Boys, na minha opinião.
Agora uma coisa que eu fiquei louca foi com o fato deles serem muito, muito, muito gays e ao mesmo tempo serem… heterossexuais assumidíssimos! :O
Não entendeu? Explico. Repara só como o clipe de “If I Know You” é uma coisa meio Billy Elliot (o filme) e New York City Boy (o clipe do TPSB) junto. Um adolescente com ares delicados sai casa meio cabisbaixo pra ir pra escola e no meio do caminho bate alguma coisa e ele dá a louca, começa a dançar loucamente, rodando o corpo na pontinha do pé e tudo mais, meio da rua hehe. Conforme ele vai passando um bando de outros adolescentes se juntam a ele no final todos terminam dançando sem camisa em volta de uma fogueira, libertos de algo que os reprimia. A letra, por sua vez, tem sentidos ambíguos. A primeira vista parece invocar um possível relacionamento homossexual, depois entra uma “girl” na história e a gente fica sem saber direito se o vocalista está dando voz a um eu-lírico feminino (por que não? los hermanos não faziam isso também?), ou se na verdade é sobre um relacionamento bissexual ou mesmo não-sexual, como entre pai e filho ou dois amigos, por exemplo.
Mas isso tudo não é nada comparado com o video de “This Boy’s in Love”, onde dois caras lindíssimos e gostosos aparecem lutando semi-nus numa piscina de leite! Com muito corpo no corpo, claro. Não tem como não falar que homoerotismo não era a intenção. Aliás, ótimo jogo de marketing porque obviamente o público GLS é o maior consumidor dos gêneros new-wave, electroclash e afins e não é de agora.

Só que, enfim, o vocalista da dupla assumiu (aqui) a heterossexualidade de ambos integrantes em uma entrevista que deu pra uma revista gay aí. O que foi bastante corajoso se a gente pensar que todo mundo andava esperando o contrário. Acontece que depois acho que eles perceberam a besteira que fizeram e começaram a desconversar nas entrenvistas, dizendo que “Não acho que somos abertamente gays, somos apenas nós mesmo, o que significa sexuais” (aqui). Bom, perdoável, até porque era isso que todo mundo queria ouvir mesmo, para manter o fetiche lá em cima. Afinal, convenhamos, eles não são mesmo a banda hetero mais gay que você já viu desde Suede?
Mas, enfim, isso não é relevante. O importante é continuar fazendo música boa e colocando garotos belíssimos semi-nus nos clipezinhos pra gente curtir, né?
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